Ontem à noite (17/06/2013) vendo os protestos e a proporção que está tomando me fez refletir...
Eu trabalho na Avenida Paulista e estes protestos atrapalham muito.
Não uso Ônibus pois minha rotina me faz ser escravo do automóvel.
Eu vi pessoas apanhando da policia, vi policiais apanhando das pessoas, vi policiais socorrendo feridos e pessoas socorrendo policiais.
A mídia vem alienando há muito tempo as pessoas mais suscetíveis e que ouvem o que querem ouvir e também or formadores de opinião, sem ao menos que eles percebam.
Não só a Globo mas outras emissoras e meios também nos fazem pensar o que é mais lucrativo e o assunto que dá mais audiência é o que mais se explora.
Mexe com os sentimentos, mas de um modo ruim.
Eu fui o primeiro à criticar a violência propagada nestes confrontos, tanto por parte dos manifestantes, quanto pela parte do excesso da polícia.
Um grupo de boçais e vândalos e um grupo de policiais afobados e mal preparados estava nublando a minha visão.
E quanto menos informação você tem, mais fácil é você ser taxativo na sua opinião.
Conforme você vê o que realmente está acontecendo, você se vê diante dos dilemas de certo e errado, de justo e injusto, de digno e indigno.
Acontece que é aí é que a gente para...e contempla as coisas...mas ficamos inertes.
Acontece que eu percebi uma coisa:
Eu nunca fui um bunda-mole.Nunca deixei algo passar por falta de coragem de me pronunciar.
Mas é o que eu estou fazendo agora.
Eu tenho 2 filhos.
Eu quero ter mais filhos.
Eu quero que eles tenham um mínimo de dignidade para moldarem as suas vidas e escolherem o que querem ser.
E manterem as suas famílias com dignidade em uma sociedade justa.
Não quero que eles mudem de país para poderem ter uma vida boa e uma educação decente, onde um diploma não é só recheio de currículo.
Então se por mim eu sou ainda um bunda-mole inerte, por eles, por esses dois seres, e pelos que ainda virão, eu vou.
Vou engordar a massa, vou engrossar o coro, vou usar o que eu mais tenho de único em favor da minha família e das que não podem ir e até mesmo das que não se prontificam em ir...eu vou com a minha força de vontade fazer alguma diferença.

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